sexta-feira, 25 de junho de 2010

Audax 300Km


Fim de semana passado pedalei um AUDAX 300km e agora já com prometido banco novo todo em fibra de carbono. O diferencial desse banco é que fiz ele com resina de mamona que é totalmente atóxica. Resolvi arriscar fazer o banco com essa resina depois de muitos experimentos entre a resina de mamona e a fibra de carbono e os resultados eram sempre impressionantes!



A resina de mamona tem mais peculiaridades além de ser atóxica. Ela demora 3 semanas para curar completamente ao contrário das 12 horas da resina epóxi. O interessante é que até que a resina esteja totalmente curada a peça em fibra de carbono se mantém meio molenga e aí depois de duas semanas que a estrutura começa a ficar super rígida!


Sempre procuro usar produtos melhores em relação ao meio ambiente e também reutilizar o que eu puder. Preciso de muitos copos para misturar a resina de cada vez e aí ao invés de comprar copos novos de plástico eu vou lavando e guardando os potes de iogurte, requeijão, etc. que consuminos em casa e aí uso esses recipientes para misturar os componentes das resinas que eu utilizo.


Aqui reutilizei uma garrafa PET de água e ganhei o mais leve porta treco de 5L da prova, :-) 

Agora estou me preparando para a prova de 400km. Procuro treinar mantendo a cada dia uma velocidade média um pouco maior e cada vez fazendo menos esforço da mesma maneira que eu como músico busco afinar a relação do movimento dos dedos com o corpo e a expiração e respiração.

domingo, 7 de março de 2010

Chevere



Agora sim! Em dezembro do ano passado terminei minha primeira bike profissional!!! O tratamento foi um desafio que depois de muitas amostras usando todos produtos convencionais para madeira sem bom resultado experimentei usar a própria resina da fibra de carbono para impermeabilizar e isolar o bamboo do intempérie. O resultado se pode ver em uma amostra que posicionei encima de um telhado cheio de fungos e que pega sol e chuva direto e que está igual ao dia que posicionei lá a 6 meses atrás. Com o bamboo isolado do meio ambiente a bicicleta ignora o intempérie e vai ter o tempo de vida útil como de qualquer bicicleta feita de metal.

Primeiro voltinha com proteção de FreeRide para fazer uma onda, ;-)

A grande vantagem do bamboo e o que me atraiu a começar a trabalhar com ele é que além das fantásticas qualidades mecânicas ele é uma matéria prima formidável em relação ao meio ambiente. Cresce mais rápido que quer outra planta sendo que durante o crescimento absorve muito gás carbônico do ar e isso tudo consumindo muito pouca água. Meu objetivo além de construir bicicleta de alta performance é divulgar o bamboo como matéria prima pois se pode usar ele para construir uma infinidade de coisas com um impacto ambiental baixíssimo e talvez até positivo o que é raríssimo. Simplesmente substituindo os eucalíptos pelo bamboo teríamos muito mais rendimento para o mesmo espaço, sem secar os lençóis fráticos e inclusive sem a necessidade de replantar pois colhendo o bamboo de uma maneira inteligente logo surgem novos brotos que logo estão com muitos metros de altura...


O segundo grande teste mas aí em todos os sentidos foi minha loucura pelo Perú desse verão. Digo loucura pois me preocupei só em preparar as mochilas e antes disso em terminar o garfo de bambu de uma perna que fiz para poder usar pneus 2.0 já que o outro garfo que eu modifiquei de 26" para 20" deixei espaço para pneus de no máximo 1,1. Pesquisei muito pouco sobre o que eu iria encontrar por lá e fui baseado na minha fantasia que lá seria muito mais quente por ser tão mais para cima. 



A loucura começou em Nasca que é uma cidade do Perú que fica a 500 metros acima do nível do mar. Dormi um dia lá para me recuperar da longa viajem de ônibus e no outro dia bem cedo parti em direção a Cusco. Pensava em fazer 150km por dia, tranquilo. Que nada!!! Na hospedagem que dormi já tinham me dito que tinha muita sibida pela frente, uns 60 kms diziam mas bom, as pessoas dizem muitas coisas, né?


Fui seguindo, e nada de subida por uns kms, beleza! Um pouco mais e começou a tal subida que na verdade eram de 90km ininterruptos e levei dois dias para subir tudo. No primeiro dia fiz amizade com as pessoas que estão trabalhando na reciclagem do asfalto e me convidaram a dormir no alojamento deles. Todos acordaram às 4 da matina e aí eu também, claro. Quatro e meia eu já estava recomeçando a subida que lá no fim me deixou a 4.500 metros de altitude!!!! Deste dia em diante não baixei de 3.000 metros em nenhum momento da viajem.



Tentei esconder um pouco a barraca, adiantou?


Assim tão alto não tinha como não fazer muito frio mas pelo menos durante o dia era bem agradável. À noite é que fazia -15 graus C. Bom até não teria muito problema se eu não tivesse comprado um saco de dormir novo e mais leve mas para 0 graus, :-/ Algumas noites que dormi na barraca eu desistia de dormir e acendia o meu fogareiro a álcool entre as duas portas da barraca e isso esquentava a ponto de ficar super agradável mas um segundo depois de apagar o fogo o frio tomava conta. Por isso essas noites especialmente frias eu passei acordado mantendo o fogareiro até às seis da manhã quando nascia o sol e aí sim eu dormia um pouco e depois seguia viajem.

O gurizinho pequeno segurando a bike, Alex, me ajudou a empurrar ela os últimos kms antes de Lucanas junto com o irmão dele, Yon, para quem eu comprei uma bici da loja do José Luis, que esta ao meu lado, para dar para ele outro dia de surpresa! Ao fundo é a bicicleteria junto com o mercado da mulher dele, da para ver os pneus e alguns produtos do mercado junto.

Chevere escrito lá em cima como título é o nome que dei para esse bicicleta pois muitas pessoas e principalmente a gurizada me olhava e dizia: "Chevere, chevere, que bici chevere!! " Chevere significa amigo mas também significa coisa legal, bacana, supimpa e todos gostavam da bike e vinham conversar. Eu queria chamar ela de Waike que é uma tradução do Quechua de Chevere mas é só para amigo e não para bacana. Quechua é a língua dos Íncas muito usada hoje em dia no Perú e eu acredito que deveria ser a língua oficial do país em vez do espanhol lá da Espanha. 

Na maioria das noites eu dormi em hospedajes ou em casas de famílias já que as pessoas lá eram todas multi-milionárias espiritualmente e me recebiam como membro da família por quanto tempo eu quisesse ficar, me davam todas refeições e sem me cobrar nada.

Casal que me acolheu em Chalhuanca.



Eu e os guris da Bélgica, Tony e Nicolas, que também estavam viajando de bike.



Aprendi muito nessa viajem e me deixei captar essa energia boa das pessoas que conheci lá para também evoluir mais um pouco como ser humano. Essas viajens nos dão muito tempo para refletir sobre tudo e lá eu descobri entre outras coisas que não é possível separar o ser humano da natureza. Somos parte dela e tudo que fazemos é natural. Descobri que mesmo o concreto e aromatizante articifial são coisas naturais pois foram feitas pelo homem e o homem é parte da natureza. Isso me abriu bastante a mente e hoje olho o mundo de uma maneira diferente. 

Caminho que me levou de volta para estrada depois do desvio do lugar onde o rio levou a estrada.


A viajem foi um passeio para a bike que superou em muito minhas expectativas mesmo que eu senti logo de início uma grande confiança no trabalho que fiz. Mesmo o garfo de uma perna só que deve ser o primeiro por aí em bamboo eu senti firmeza logo que tirei do gabarito e nem me preocupei com ele mesmo em descidões fortes em estrada ruins de terra onde a bike se mostrou muito estável e divertida de pedalar.

Fazenda orgânica do Tiu Roger irmão da Saidi tia do Manuel.

Uma das cidades em que uma família me acolheu foi Curahuasi. Essa era a última cidade antes de um dos lugares em que o rio levou trechos inteiros da estrada. Por isso fiquei com essa família por 5 dias até que ouvi falar que o caminho alternativo agora estava mais curto. O caminho alternativo consistia em carregar tudo por uma trilha apertada montanha acima e chegava em uma estradinha de terra. Com o guri da casa eu começei a construção de uma reclinada a partir de duas bicicletas velhas que ele tinha lá. Tem fotos da construção nesse link: http://recliforum.forumeiros.com/faca-voce-mesmo-f3/primeira-reclinada-de-curahuasi--t181.htm

Agora estou mais entusiasmado que nunca em construir mais bicicletas reclinadas para outras pessoas pois mesmo que seja um trabalho artesanal que consome muito trabalho minucioso eu sinto muito prazer e satisfação em contruir as bikes. Isso também pela performance e peso final da bicicleta que ficaram impressionantes. 

Já encaminhei o processo de patente pela invenção e pelo processo de construção que desenvolvi durante os últimos dois anos. Agora só tenho que esperar mas o importante mesmo é a data de postagem do processo.

A próxima melhoria nessa minha bike será um banco todo em fibra de carbono. Já fiz 4 para outras pessoas agora eu também mereço um para mim, ;-) Só trocando o banco diminui o peso em meio kg!!!

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Reportagem na Zero Hora:


Reportagem da zerohora.com:


http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=105700&channel=49

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Video da etapa de Igrejinha da Copa União:

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Reportagem do RBS Esporte!

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Mais fotos da viajem em:
http://recliforum.forumeiros.com/cicloturismo-f5/cicloaventura-t170.htm

Site Saikoski onde esta divulgado meu trabalho e outras coisas muito legais:
http://www.saikoski.com.br/

Blog de outro artista que faz desenhos inspiradores e que gostou do meu trabalho:
http://igualvoce.wordpress.com/2010/06/19/bamboo-bikes/ --> vale a pena conferir esse blog!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Carreteira - Bamboo Recumbent Bike

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O nome da terceira bike vem da aventura conquistada nesse verão em que eu percorri toda a Carreteira Austral.
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Construí a bike ao mesmo tempo que fazia os planos para a viajem pelo Chile.
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lá no risco do meio da montanha que continua a estrada
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Percorri 1334km de todo tipo de estrada de ruins, muito ruins a tenebrosas e até um pouquinho de alfalto perto de Coyhaique que tem pouco mais de 30 mil habitantes e foi a maior cidade que eu estive durante a viajem.
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Em outubro do ano passado estes três bambús abaixo já tinham começado a se transformar numa audaxiosa reclinada.
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Nesse estágio eu nem imaginava os grandes desafios que estavam por vir. Desafios estes principalmente relacionados ao alinhamento da caixa de direção, movimento central e o resto da bicicleta e também em relação a prender as gancheiras tudo isso levando em consideração que deveria ser atingido o máximo em resistência em cada parte.
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Durante a construção eu tive comigo uma outra bicicleta reclinada de um amigo como referência. A bicicleta é a reclinada IPÊ de um fabricante brasileiro. O nome se deve as primeiras bicicletas produzidas por ele que eram de madeira da árvore IPÊ.
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O principal motivo de ter essa bicicleta foi testar a ergonomia da reclinada com todos os ângulos possíveis referentes ao banco uma vez que esse projeto foi todo feito sob medida para mim e não ha possibilidade de ajustes. Para as distâncias entre banco e movimento central, etc eu não precisei nada mais que minhas próproias medidas.
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O último passeio dessa bike foi o AUDAX 300km aqui de Porto Alegre em que eu errei o percurso e com isso ganhei 18 quilômetros a mais, furou duas vezes o pneu traseiro cada furo separado 2min um do outro pois havia um caquinho de vidro escondido lá dentro. Outro infortúnio foi ter estourado um Power gel no meu bolso e com isso meu calção ficou um grude, éca!! Justamente por esses problemas no percurso que foi especilmente emocionante completar a prova em tempo.
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Meu próximo projeto em relação a essa bicicleta é desenvolver a tração dianteira que vai simplificar o sistema e possivelmente diminuir o peso pois diminui muito o comprimento da corrente. Antes disso pretendo criar um garfo de bamboo com o espeçamento necessário para introduzir um cubo "traseiro". Ao invés de usar somente uma grande polia, na altura do movimento central, quero por duas para repetir a experiência que tive com a MTB de "Retro-Direct Drive" em que ha uma marcha quando se pedala para frente e outra marcha pedalando para trás.
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A grande vantagem desse sistema é que além de possibilitar usar outros músculos tudo fica mais simples depois de ajustado.
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Link`s dessa bicicleta:
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Reportagem do RBS esporte:
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terça-feira, 7 de abril de 2009

Mountainboo

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Esta minha segunda bicicleta eu construí em tempo recorde. Foi um projeto simples que também deu muito trabalho mas consegui concentrar muitas horas de trabalho em duas semanas.
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Meu plano foi serrar o quadro de uma bicicleta velha que eu tinha e substituir os três tubos principais pelo bambú. O problema é que cada vara teria que ser trabalhada para entrar super justo sendo que era preciso martelar elas para dentro e tirar algumas vezes para ajustes. Esse trabalho foi necessário para afinar o alinhamento que eu fazia com uma grosa.
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Como da para perceber pela foto abaixo o bamboo do meio é mais grosso e fica por fora do pedaçinho de aço. Isso é essencial para evitar o exesso de flexibilidade característico desse material.
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O momento de colar as três varas teve que ser planejado com uma ordem de montagem pois caso eu colasse o bamboo de cima primeiro, por exemplo, ficaria impossível colar os demais depois. A hora de usar o Poxipol é sempre a mais emocionante já que essa cola endurece em 10 minutos mas tudo tem que ser feito em menos de dois minutos pois depois disso a cola começa a se tornar uma massa densa e perde as características adesivas. Se algo da errado nessa parte do processo não ha o que fazer além de recomeçar tudo e com material novo.
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Logo que a bike ficou pronta começaram os test-drives. A primeira volta foi uma ida até a Rodociclo que fica a uns bons quilômetros da minha casa. Primeiro eu nem subia e logo que senti um pouco mais de confiança pedalei umas subidinhas, mas subir calçadas nem pensar. Na volta eu ja não queria saber de nada. Pedalei subindo, descendo, subi as calçadas e cheguei a esquecer que era a recém a primeira volta dela.
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Mais uns dias e ela se tornou minha bike do dia-a-dia. Até hoje é ela que me leva para a OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) onde trabalho.Porém tive um probleminha . As duas varas superiores entram um pouco para dentro do que restou do antigo quadro de aço mas o bamboo que fica na vertical ficou por fora e a junta da parte de baixo aguentou só uns dois meses e depois soltou e por isso tive que planejar uma forma diferente de prender aquela parte. Depois de algumas tentativas que não deram certo tive a idéia de usar abraçadeiras. Uma principal no bamboo e as outras presas nessa principal passando por baixo do movimento central. Depois para dar mais tensão nas abraçadeiras eu soquei uns parafusos nos lugares onde a abraçadeira se afastava um pouco. Junto com isso Poxipol para garantir, heheh
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Da para ver na foto que não ficou muito bonito mas minha prioridade é sempre exagerar na resistência da bike.
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Já fiz vários passeios como o da foto abaixo pelas estradas de chão por volta de Caxias do Sul e completei o AUDAX 200km de Porto Alegre desse ano com ela.
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A última mudança foi instalar um sistema de duas marchas "fixas": uma quando pedala para frente e a outra quando para trás como da para ver abaixo. O sistema se chama Retro-Direct drive e é extremamente simples. Foi o primeiro sistema de marchas. Antes só haviam bicicletas de roda fixa ou livre.
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Primeira Bamboo Bike

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Eu sempre tive interesse em iniciativas em relação à ecologia e por isso o bamboo me chamou atenção. Esse material tem características mecânicas impressionantes como sua leveza, resistência e flexibilidade. Essa última que torna o material ainda mais forte pois em vez de quebrar ou trincar ele absorve os impactos.
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Para evitar o exesso de flexibilidade além de escolher uma espécie boa deve-se usar varas com um bom diâmetro e isso eu ainda não tinha descoberto ao construir a minha primeira bike.
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Ela ficou super boa em si e sem dúvia satisfez minha espectativa que foi construir uma bike forte e com boa estabilidade. O principal problema é que quando eu pedalo mais forte como para subir ou acelerar a bike inteira torce um pouco mas todos problemas servem de aprendizado para a próxima!
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Começei a fantasiar com essa bicicleta quando um amigo e colega de trabalho comprou uma reclinada holandesa lindíssima, equivalente a uma ferrari a pedal!! Certo dia eu estava no sítio de um conhecido e vi alguns bambus de estaca para umas plantas mortas e achei um desperdício. Abaixo tem a foto de mim levando numa Barra Circular as varas que se tornariam minha primeira bici de taquara:
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Logo que os bamboo`s chegaram na minha casa começei a experimentar diferentes configurações e logo cheguei ao desenho abaixo que já é muito parecido com o que a bike se tornou.
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Tendo como princípio que muitas coisas que eu projetava no papel não faziam sentido na prática eu segui o projeto por experimentação e fui resolvendo os desafios das conexões à medida que eu avançava com o projeto.
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O resultado foi uma bike bem rústica e que atrai as mais variadas reações e comentários como:
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"ô, vamo espreme esse negócio aí i fazê um cáldo de cãna!"
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"ê, tu aí: robô um páu de varau pra faze issa-í?"
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"Aa, essa aí tem ferro por dentro..."
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heheh e por aí vai
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